DNIT reforça ações de educação ambiental com discentes das escolas da BR-230/422/PA

Publicado por: Glícia Favacho



O Brasil, conhecido por sua rica biodiversidade, abriga a maior parte da Floresta Amazônica, um dos maiores patrimônios naturais do mundo. Com uma extensão total de 7,58 milhões de km², cerca de 62% dessa floresta estão em território brasileiro, segundo dados do Imazon. A importância da Amazônia vai além de sua vasta biodiversidade, ela desempenha um papel crucial na regulação climática global, o que desperta uma preocupação internacional quanto à sua preservação.

Nesse contexto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) tem se destacado ao promover iniciativas que conciliam obras de infraestrutura com a proteção ambiental. Um dos principais instrumentos dessa estratégia é o Plano Ambiental Básico (PBA), que engloba 13 programas ambientais voltados para minimizar os impactos das obras e norteiam as ações da autarquia.

Entre esses programas, o Programa de Educação Ambiental (PEA) tem se mostrado uma ferramenta poderosa na transformação social. Recentemente, o PEA realizou ações nas rodovias Transamazônica (BR-230) e Transcametá (BR-422), no estado do Pará, com atividades educativas nas escolas E.M.E.F. Venceslau Brás, em Anapu, e E.M.E.F. Prof. Antônio Alves dos Santos, em Novo Repartimento. Nos dias 2 e 8 de outubro, os professores dessas instituições participaram de capacitações com o tema “Um olhar sobre educação ambiental nas escolas”, que visou capacitar os professores a abordarem temas de educação ambiental na sala de aula, de maneira contínua e interdisciplinar.

As palestras abordaram temas atuais e urgentes, como as mudanças climáticas e a degradação ambiental, incentivando os educadores a desenvolver projetos ambientais adaptados às realidades locais. Essas comunidades, localizadas às margens das rodovias, sofrem impactos diretos das obras de pavimentação, o que torna a educação ambiental uma ferramenta essencial para mitigar possíveis impactos negativo se promover uma convivência sustentável com o ambiente em transformação.

Kenned da Silva, biólogo e palestrante do evento, destacou a importância das capacitações: “Elas incentivam os professores a refletirem sobre a relevância de incluir temas de educação ambiental nas aulas, especialmente no contexto amazônico, transformando alunos que se tornam multiplicadores dessa conscientização. Dessa forma, estamos contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável.”

Além das palestras, foi realizada uma dinâmica com os professores chamada “Pedras no caminho da educação ambiental”. O exercício estimulou a reflexão sobre os projetos já implementados nas escolas, os que poderiam ser criados e os obstáculos que precisam ser superados para implementa-los. A atividade reforçou a necessidade de incluir a educação ambiental de forma estruturada no cotidiano escolar.

O governo federal, ciente da importância do tema, sancionou recentemente a Lei 14.926/2024, que amplia os objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental. A partir de 2025, as escolas brasileiras deverão incluir em seus currículos questões relacionadas às mudanças climáticas e à biodiversidade.

Essas ações demonstram o compromisso do DNIT com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, buscando minimizar os impactos negativos de suas obras e promover o bem-estar das populações locais. O plano ambiental segue as diretrizes técnicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para licenciamento das obras do DNIT.